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segunda-feira, janeiro 03, 2011

Região Norte Fluminense é destaque na geração de empregos

Campos deve fechar o ano com saldo positivo na geração de empregos formais (com carteira assinada), segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Em 2010, foram criados até agora 8.384 postos de trabalho, entre demissões e admissões, no acumulado dos últimos 11 meses. O município está à frente de Macaé, que totaliza um saldo positivo de 7.495 vagas.

Mais uma vez a construção civil foi o setor de maior desempenho na geração de empregos em Campos, com saldo positivo de 2.908 vagas. A segunda posição é do setor de serviços, com 1.889 postos de trabalho, entre admissões e demissões. Em terceiro, a  agropecuária, com 1.650 vagas. Depois, a indústria de transformação, com 1.138 empregos. O comércio chegou em quinta colocação, com 884.

A manutenção da construção civil como setor mais importante na geração de empregos em Campos sinaliza que a cidade atrai investimentos e gera mão-de-obra. O dado negativo é que o salário médio pago neste setor é baixo. Se de um lado tem uma função social importante na distribuição de um maior número de vagas e na expansão da oferta de vagas, por outro lado, do ponto de vista da demanda agregada tem alcance limitado” explicou o economista Ranulfo Vidigal, gerente executivo do Centro de Informações e Dados de Campos (Cidac).

O desempenho do setor de serviços reforça a vocação de Campos para esta atividade, segundo Ranulfo, no posicionamento que a cidade ocupará no novo ciclo de desenvolvimento regional. “É uma tendência que se confirma cada vez mais, a de Campos se firmar como polo de serviços na área da saúde, de tecnologia, do ensino de qualidade no segundo e terceiro graus, do entretenimento, lazer e gastronomia”, analisou.
A agropecuária, com todo o conjunto de dificuldades que reflete em maior escala no setor sucroalcooleiro, mais uma vez tem mantido índices que conferem sua importância como terceiro segmento mais importante no ranking da geração de empregos. “O setor continua demonstrando sua força, mesmo com o fechamento da maior parte de nossas usinas. Com os R$ 12 milhões do Fundecana que serão injetados no plantio, creio que esta seja a grande oportunidade da revitalização do setor, sobretudo em razão do atual cenário com os preços atraentes da cana, em razão do valor do açúcar e da procura do etanol no mercado mundial”, acrescentou Vidigal.

Quadro negativo em Conceição de Macabu e São Francisco de Itabapoana
Os destaques negativos no balanço da empregabilidade foram Conceição de Macabu, com 239 postos de trabalho a menos em 2010, e São Francisco de Itabapoana, também com saldo negativo: 53 empregos a menos.

Segundo o economista Alcimar Chagas Ribeiro, o saldo negativo do município de Conceição de Macabu reflete um problema regional da ausência de uma economia sustentável. “São atividades que geram emprego, mas de forma cíclica. Em Conceição, o que houve foi a paralisação ou conclusão de obras públicas de infraestrutura naquela região, que levou construtoras ou empreiteiras a demitir gente com o encerramento dos serviços. São obras cíclicas que ficam ali durante três ou quatro meses”, comentou.

Fonte: Rádio Itaperuna AM 1410 com informações do Diário

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