Defesa Civil de Itaperuna apresenta balanço da operação “Chuvas de Verão” - Itaperuna Notícias

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quarta-feira, janeiro 05, 2011

Defesa Civil de Itaperuna apresenta balanço da operação “Chuvas de Verão”

O Departamento Municipal de Defesa Civil de Itaperuna trabalhou bastante nos três dias em que o rio transbordou, passando de sua cota de transbordo que é de 4,10 metros. Depois de constatado o alerta máximo, onde o rio chega a 90 % de sua cota de transbordo e concomitantemente as previsões pluviométricas com mais de 60mm para os próximos dias nos municípios a montante de Itaperuna, foi acionado o Plano de Contingência denominado operação “Chuvas de Verão”.

Esse planejamento foi idealizado desde o ano passado, envolvendo todas as secretarias do município, onde cada secretário tem sua função dentro do desastre e com uma coordenação única da Defesa Civil Municipal. As inundações em Itaperuna desenvolveram da seguinte forma:

27/12/2010
A Defesa Civil entrou em ALERTA MÁXIMO, devido o Rio Muriaé estar subindo de forma súbita e ter precipitado no dia anterior 69 mm (conforme pluviômetro da Defesa Civil) e as previsões pluviométricas estarem altas para os próximos dias. Então a Defesa Civil Municipal alertou a população através das rádios e sites informativos, para que os moradores de residências próximas ao rio pudessem proteger seus bens e suas vidas. Foram acionados os abrigos municipais (Secretaria Municipal de Educação), as equipes de mudanças e de desobstrução (Secretaria Municipal de Obras e Agricultura), o Serviço Social (Secretaria Municipal de Ação Social, Trabalho e Habitação) e a Secretaria de Saúde.

28/12/2010
A Av. Sá Tinoco (beira rio) no Centro começou a encher (Cota de Transbordo: 4,10 metros) de forma rápida ainda atingindo somente o logradouro público. A noite o rio já se encontrava com uma cota de 4,36 metros e começou a entrar nas casas mais baixas, onde continuamos a fazer as mudanças da população para casas de parentes e amigos e para os abrigos públicos que funcionaram no C.E. José Garcia de Freitas no Distrito de Retiro do Muriaé e na E.M. Francisco de Mattos Ligiero no Bairro Cehab e também foi interditado pelo DEMUT algumas ruas, devidos os riscos causado pelas cheias, entre elas:
Centro: General Osório, Buarque de Nazaré, Julio César, Zulamith Bittencourt, 10 de maio, Av. Cardoso Moreira;
Niterói: Amélia Azevedo Costa, Rafael Vasconcelos e 1º de maio;
Carulas: Felismino de Oliveira

29/12/2010
O rio já estava com uma cota muito acima da cota de transbordo, chegando ao seu máximo de 5,22 metros na noite, alagando várias ruas, com agravante do transbordo do córrego do bairro Cehab, interditando várias ruas de acesso. O Hospital São José do Avaí, que é referencia em todo Estado, ficou ilhado, onde seus pacientes foram transportados por embarcações e carros altos. O Posto de Urgência foi transferido para Rua Rui Barbosa, próxima ao hospital em uma área elevada, funcionando dentro da APAE, onde serviu também para distribuição de medicamentos excepcionais para transplantados e hemodiálise e os medicamentos de uso dos transportadores do vírus HIV foram distribuídos no Hospital das Clínicas na Av. Cardoso Moreira. Tivemos algumas enxurradas nos distritos de Raposo e de Boa Ventura, onde os córregos transbordaram e em questão de horas retornaram para seu leito, sem grandes prejuízos. Os bairros mais afetados foram:
Centro, Niterói, Carula, Frigorífico, Vinhosa, CEHAB, Fiteiro, Aeroporto, Boa Fortuna, Surubi, Pe. Humberto Lindelauf e J. Bedim.

30/12/2010
Amanheceu com as águas baixando lentamente, com a velocidade aproximada de 4 mm por hora, onde não recebemos mais nenhum comunicado ou pedido de ajuda, mas intensificamos nosso monitoramento de vários pontos do Rio Muriaé e o Rio Carangola, onde percebemos uma redução em toda sua extensão, e as previsões pluviométricas eram baixas para os próximos dias, nos tranquilizando, pois em questão de horas o rio retornaria para o seu leito, mas ficamos em alerta na questão de deslizamento de encosta, devido a terra se encontrar muito encharcada.

31/12/2010
Ainda o rio se encontrava nas ruas mais baixas, mas na noite o rio já tinha retornado para dentro do rio, onde foi acionado o plano de limpeza das ruas pela Secretaria Municipal de Gabinete e de Obras. Foram utilizados quatro caminhões pipas para limpar as ruas para que o cidadão itaperunense e os visitantes pudessem trafegar sem as sujeiras deixados pela enchente, e também para evitar as doenças que as águas trazem.

A população eram avisadas constantemente pela imprensa local, principalmente as rádios, e pelo Blog da Defesa Civil Municipal de Itaperuna (http://defesacivildeitaperuna.blogspot.com/) sobre o que estava acontecendo na região. Essa ação conjunta com o poder público municipal e a imprensa, resultou em poucos prejuízos para a população tendo em vista a confiança das comunidades nas informações passadas e a retirada rápida de seus pertences. O Corpo de Bombeiro do Estado do Rio de Janeiro foi um grande parceiro nos socorros de urgência, na travessia dos pacientes do Hospital São José do Avaí e na monitoração dos rios. Tivemos muitos boatos de fortes chuvas na região, quando isso não tinha acontecido, o que atrapalhou um pouco mas a população ligava imediatamente para Defesa Civil e logo era esclarecido o que realmente tinha acontecido, inclusive o sistema de informação da Defesa Civil Municipal funcionou 24 horas nesse período.

As cheias do rio atrapalham também o produtor rural que não consegue escoar seus produtos (principalmente o leite), tem parte de seu pasto ocupado pelas águas, alguns gados ficam preso em locais alagadiços e não consegue entrar produtos de insumo. O Departamento Municipal de Defesa Civil de Itaperuna, tem atendidos todos os pedidos de vistoria que preocupam a população, como trincas nas casas, mina de água que aparece em barrancos, muro de contenção trincado, entre outros.

DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE DEFESA CIVIL (22) 3824 6334.

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